Ide-Ação: por que eu leio, aprendo e compartilho

Eu sempre gostei de aprender. Isso nunca foi problema. Mas, por muito tempo, aprender pelos meios tradicionais, como sala de aula e leitura de livros não fazia muito sentido pra mim. Com o tempo isso mudou. Mas algo estranho aconteceu no meio do caminho. Eu anotava frases, grifava páginas inteiras, me impressionava com ideias brilhantes… e depois seguia a vida tentando lembrar daquilo tudo quando precisava. Como quem guarda dinheiro numa gaveta sem nunca saber exatamente quanto tem ali.

APRENDIZADOLIVROS

7/28/20267 min read

O Caminho Até Aqui

Minha relação com os estudos e livros nem sempre foi boa. Meu caderno tinha mais desenhos do que matéria copiada. Mas eu era aquele carinha que sonhava em trabalhar e fazer acontecer.

E na medida que eu avançava e fazia acontecer, me deparei com a muralha da falta de formação superior, eisso acontecia em um mercado publicitário que barrava quem não a tinha esse tipo de formação.

Foi nessa jornada que me encontrei com o que queimava por dentro. Aprendi a devorar todo tipo de conhecimento sobre o que eu amava ou precisava aprender para alcançar meus objetivos profissionais e intelectuais. Encontrei um sentido para estudar.

A partir de então, aprendi que ler e estudar era uma ponte para alcançar meus maiores oibjetivos. A mudança foi tamanha, que sai do mercado publicitário e fui trabalhar dentro de uma universidade por 14 anos. Ali me graduei e pós-graduei. Hoje estou como empresário e construindo mais uma parte dessa história.

Hoje leio principalmente para entender melhor Deus, as pessoas e entender melhor a mim mesmo. Quero melhorar no meu trabalho, na minha fé, na minha família, ampliar meus limites, ser mais capaz com minhas responsabilidades e planejar os meus próximos passos.

Cada livro, de algum jeito, entra em diálogo com as perguntas que eu carrego. Algumas são práticas: como posso liderar melhor? Como posso comunicar uma ideia com mais clareza? Como administro melhor meu tempo e minha energia?

Mas outras são mais profundas, e essas são as que mais me movem: que tipo de pessoa estou me tornando? O que realmente importa? Como transformo aquilo que eu acredito em atitude concreta?

Foi nesse cruzamento entre leitura, vida prática e inquietação pessoal que o Ide-Ação começou a ganhar forma.

Você já percebeu que muitas vezes a gente trata livro como troféu? Quantos li esse ano, quantos comprei, quantos coloquei na estante, quantos citei numa conversa pra parecer interessante.

Mas o verdadeiro valor de um livro não está na quantidade de páginas vencidas, está naquilo que uma ideia consegue produzir dentro de nós.

Uma frase pode ajustar uma rota inteira. Um conceito pode organizar uma fase confusa que já durava meses. Uma história pode nos ajudar a enxergar a nossa própria história com mais clareza.

E às vezes um livro não muda a nossa vida inteira. Mas muda uma decisão. E uma decisão, pode mudar uma vida inteira.

Com o tempo, comecei a perceber que o problema não era falta de conteúdo. Pelo contrário, conteúdo nunca faltou. O que faltava era aproveitar melhor o aprendizado para aplicar na vida.

Em um determinado momento, tudo que eu queria era ler mais livros, e o fiz.

Mas ao longo da minha história, percebi que ler mais, não era o que eu precisava. O que eu realmente precisava era viver melhor por causa dos livros que lia.

E identifiquei que muito do que eu lia, estava se perdendo no caminho. Foi assim que, aos poucos, nasceu o projeto Ide-Ação.

Não como um produto pronto. Não como uma fórmula mágica. Não como uma promessa de produtividade milagrosa, não, pois ele oferece um caminho até mais longo para se aprender, ele não é desses métodos que prometem transformar sua vida em 21 dias e no dia 22 você está exatamente no mesmo lugar.

O Ide-Ação nasceu como uma necessidade pessoal: organizar o que eu estava aprendendo, entender o que aquilo significava pra mim, e encontrar formas reais de aplicar essas ideias no cotidiano. Na verdade ele ainda está sendo criado nesse exato minuto e não está a venda.

Pelo fato de ser profissional criativo, publicitário, MBA em marketing, especializado em branding e professor de pós-graduação em criatividade e gestão de ideias, não dá para criar algo de qualquer forma (rs).

Eu acredito fortemente que uma boa ideia que não encontra ação vira apenas acúmulo. E eu não queria acumular conhecimento, eu quero ser transformado por ele.

Uma necessidade real, não um hobby de falar sobre livros

Eu não desenvolvi o canal do Youtube e blog Ide-Ação porque queria simplesmente falar sobre livros.

Criei porque eu precisava de um jeito mais honesto de lidar com o que eu estava aprendendo.

Eu já tinha lido bastante. Já tinha acumulado referências sobre comunicação, criatividade, marketing, negócios, liderança, filosofia, psicologia, finanças, comportamento, espiritualidade, desenvolvimento pessoal e outros.

Mas havia uma pergunta que continuava voltando, insistente, quase incômoda: Depois de ler 50 livros em um ano em 2018, por que ao final de 2019 em uma profunda avaliação, identifiquei que não lembrava de 80% do que eu li neste período?

Eu costumava dizer que "se eu lembrar de três coisas que eu aprendi em um livro é o suficiente". Mas hoje discordo totalmente dessa afirmação do passado.

Quando pegamos um livro em mãos, está ali dentro toda a experiência de uma vida. Coisas que autor levou a vida toda para aprender, e nós temos o privilégio de aprender sem passar pelas maiores dores que ele passou.

E não dá para deixar 80% disso na lixeira da nossa memória.

O Ide-Ação surgiu como uma tentativa de auxiliar na fixação de conhecimento, mas culminou na produção de conteúdo. Pois o processo de aprendizado começa com a escolha do livro certo, ou do assunto que queima dentro da gente e termina no compartilhaar o que a gente aprendeu.

Não quero usar o neuromito da pirâmide da aprendizagem como exemplo. Mas posso afirmar com toda certeza que esse é um método de aprendizagem ativa. E isso faz toda a diferença para aumentar a porcentagem de retenção do aprendizado

Com o Ide-Ação, eu saltei de 3 insights poderosos, para 90 insights retirados de um livro.

E agora estou aqui em tempo real compartilhando aquilo que tenho aprendido, e multiplicando exponencialmente a retenção de meu aprendizado.

Não é sobre parecer inteligente

Existe uma armadilha em falar sobre livros: a tentação de transformar conhecimento em performance. De parecer mais culto, mais preparado, mais profundo do que realmente se é.

Pelo menos pra mim, esse não é o ponto.

Eu não quero construir um espaço onde livros sejam decoração intelectual, tipo aquela estante bonita que ninguém nunca leu de verdade. Quero construir um espaço onde eles sejam ferramenta de amadurecimento.

O Ide-Ação não nasce da vontade de impressionar; nasce da vontade de compartilhar aprendizado real com gente real e em tempo real.

Gente que está tentando construir algo, que está confusa, que tem responsabilidades, que quer melhorar, mas nem sempre sabe por onde começar. Gente que já entendeu, na pele, que informação demais também paralisa.

Eu conheço esse lugar. A sensação de ter muitas ideias e pouca clareza.

Muitos caminhos possíveis e nenhuma direção definida. Por isso o Ide-Ação é também uma conversa com quem está nesse processo, não de cima pra baixo, não como quem já resolveu tudo, mas como alguém que está aprendendo em voz alta.

Aprender em público

Existe algo vulnerável em compartilhar aprendizado. Porque quando você fala sobre o que está descobrindo, você também revela o que ainda está tentando resolver.

E talvez seja exatamente isso que eu queira preservar no meu canal do Youtube Ide-Ação: um espaço mais pessoal, mais honesto, mais próximo. Eu não quero gravar conteúdo perfeito, como quem entrega uma aula polida e distante. Quero aprender a me conectar de forma natural com quem está do outro lado da tela.

Isso exige coragem, eu não vou fingir que não. Parte das pessoas vai se conectar de verdade. Outra parte talvez julgue cada pausa, cada escolha de palavra, cada imperfeição. E tudo bem, fazer algo público exige não só habilidade técnica, mas habilidade emocional.

Eu preciso aprender a sustentar o processo, corrigir a rota no meio do caminho, e continuar mesmo quando a exposição incomoda.

Um Projeto em Construção

Eu tenho confiança no Ide-Ação.

Não porque tudo esteja pronto, não porque eu tenha todas as respostas, não porque exista um plano perfeito escrito num quadro branco em algum lugar. E acredite, há!

Tenho confiança porque o fundamento é real.

Existe uma necessidade genuína por trás disso: aprender melhor, aplicar melhor, viver melhor.

Talvez, com o tempo, surjam produtos, formatos, comunidades, séries. Mas a atenção principal agora precisa estar no essencial: construir com consistência, verdade e proximidade.

Estou me preparando para futuros mestrado e doutorado e quem sabe meu primeiro livro após os 50. E acredito que o Ide-Ação vai me dar subsídios para tudo isso.

Antes de ser um método, o Ide-Ação é uma postura, um posicionamento. É a decisão de não deixar boas ideias morrerem em anotações esquecidas numa gaveta.

É a tentativa de transformar leitura em caminho, conhecimento em prática, reflexão em movimento, é também meu Ide, é ideia em ação.

E talvez seja por isso que esse projeto importe tanto pra mim. Porque, no fundo, ele não é apenas sobre livros. É sobre o tipo de vida que nasce quando a gente decide prestar mais atenção ao que aprende, e tem coragem de fazer alguma coisa com isso.

Esse é o Ide-Ação com o André Santana, onde leio para melhorar a minha vida. O que leio, eu compartilho. E se te fizer sentido, então você é de casa.

Abração e que Deus te abençoe

Tirando o foco de mim mesmo

Sei que as pessoas estão em suas próprias buscas, estão focadas nos seus dilemas, nas suas perguntas, nas suas dores, nas possibilidades que talvez ainda nem viram.

E isso me deu mais clareza. O Ide-Ação não precisa ser sobre construir imagem de autoridade perfeita. Ele precisa ser sobre servir com aquilo que tenho aprendido. Se um livro me ajudou a enxergar algo com mais nitidez, talvez ajude você também.

Se uma ideia me fez tomar uma decisão melhor, talvez provoque uma decisão em você. Se um aprendizado me tirou de uma confusão, talvez seja ponte pra quem está atravessando algo difícil agora.